Acordei no dia seguinte e a primeira coisa que me veio à cabeça foi
que eu tinha que escrever “a maldita reportagem sobre a química do bem”.
Abri a janela, respirei um pouco de ar poluído pela fumaça química dos
automóveis, tossi, olhei para o céu e gritei:
“Céus, me ajudem, eu preciso ver algo de bom na química”. Hora de tomar
banho, liguei o chuveiro e... cadê o sabonete?
Ainda bem que eu tinha comprado alguns no dia anterior. Corri até a
despensa, peguei alguns ainda fechados na embalagem de papel, na qual eu
dei de cara com um monte de palavras estranhas.
XXXXXX, XXXXXX, XXXXX... opa, isso é química! Sem essa química eu podia
ficar sujo e fedido o dia inteiro. Sujeira e fedor também são resultado
de reações químicas (suor, processamento do que a gente come pela
digestão, etc.),
mas eu prefiro a química cheirosa do sabonete. Saí do banho para dar de
cara com mais química: desodorante, gel para o cabelo, café solúvel
reagindo com a água quente
(devidamente tratada e fluoretada), manteiga no pão (resultado de uma
reação química do trigo com a água, o sal e o calor) e até o creme
dental, que eu tinha usado na noite anterior,
mas nem tinha me dado conta de que tem química no meio.
Tudo bem, mas isso nem se compara com o que eu tinha visto na
televisão: a tragédia radioativa no Japão, que não é a primeira. Os
japoneses já enfrentaram o horror da radioatividade em agosto de 1945,
quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram bombardeadas, no final
da Segunda Guerra. Pronto, olha a química do mal de novo explodindo na
cara do repórter que precisa falar da química do bem.
Toca a campainha e lá vou eu pegar o jornal. Logo na primeira página,
vejo a notícia de que uma celebridade da televisão que havia sido
diagnosticada com câncer meses atrás, agora está curada.
Minha surpresa veio quando li que o tratamento dela é “radioativo”. A
radioterapia usa os “raios” que saem de alguns elementos químicos para
destruir células cancerosas. Esse tratamento é um dos desenvolvimentos
da radioatividade,
que é um dos ramos mais misteriosos da química e que teve suas
descobertas fundamentais feitas há 100 anos, quando a pesquisadora
franco-polonesa Marie Curie isolou o elemento químico rádio.
Os 100 anos dessa descoberta coincidem com o Ano Internacional da
Química, uma iniciativa da União Internacional de Química Pura e
Aplicada e da Unesco, que vai durar todo o ano de 2011 e pretende levar à
população a ideia de que a química existe para tornar o nosso mundo
melhor.
Lembrei que está na hora de tomar o meu remédio contra asma. Eu devo
tomá-lo todo dia e sem ele tenho crises de falta de ar. É química, que
me ajuda a permanecer vivo e de bem com a vida.
Texto extraído do site: http://www.educacional.com.br/reportagens/quimica_bem/parte-01.asp
Um comentário:
- Parabéns seu Blogger é ótimo.!!
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